quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Um novo dia, uma nova aventura

Amanheceu na floresta. Por entre as grandes árvores passavam os raios de luz filtrados pelas suas folhas. Uma luz suave e húmida. 
Jaguaretê gosta de acordar muito cedo. Ela quer aproveitar todos os momentos extraordinários que a floresta lhe proporciona ao longo do dia.
Hoje, Jaguaretê começou por ir até à cachoeira para tomar um belo banho. Na noite anterior havia chovido e o seu pelo estava cheio de pequenos fragmentos de folhas e terra. A água estava tépida e agradável.
Pouco tempo depois, ela correu pela floresta, a pular obstáculos como troncos, pedras e pequenos riachos. 
Jaguaretê adora novas aventuras. Ela gosta de brincar na floresta e com os seus habitantes. Às vezes ela fica parada somente para escutar os pássaros a cantar. Outras vezes, ela brinca com o seu pequeno amigo tatu.
Ao final da tarde, Jaguaretê decidiu agrupar pequenas pedras em grupos de dez. Depois de fazer dez grupos desses, perguntou ao seu amigo quantas pedras haviam no total. O tatu, que não sabia Matemática, fez um risco no chão que parecia o número 88. Jaguaretê disse que eram 100. Seu amigo deu um salto e enrolou-se, fazendo a pequena onça rolar de rir.

domingo, 1 de Novembro de 2009

A lenda de Jaguaretê

Consta na população local que, num dia quente e húmido de Verão, em 1941, um grupo de cientistas percorria a floresta à procura de espécies vegetais desconhecidas. No grupo, estava um professor de Matemática que adorava a Natureza. Ao fim da tarde, depois de uma longa jornada de descobertas, o grupo decidiu regressar ao acampamento. No entanto, um grande temporal se abateu na região. O professor de Matemática se disperçou do grupo. Os seus colegas o procuraram dias consecutivos mas sem sucesso; ele tinha desaparecido.
Segundo essa lenda, o professor que tinha desaparecido ficou durante muitos anos vivendo sozinho na floresta. Um dia, ele encontrou uma pequena onça que ele adoptou. Não tendo outra companhia e para ele próprio não esquecer a disciplina que tanto amava, o professor começou a ensinar Matemática ao pequeno felino. A pequena onça ficava estática, como se estivesse a entender cada teorema, cada demonstração. A população diz que a pequena onça, apesar da sua origem selvagem, aprendeu as lições dadas pelo professor. Essa onça chama-se Jaguaretê e dizem que nos dias de chuva tropical ela aparece à procura do professor de Matemática para mais uma lição.

O início

Olá! Eu chamo-me Jaguaretê e sou uma onça que adora a Matemática.

Neste blogue poderás seguir as minhas aventuras pelo fascinante mundo desta ciência.


Até breve!